Há futuro para o crowdfunding?

A novidade nestas eleições de 2018, ainda não disse a que veio. Os pré-candidatos, desde o dia 15 de maio, podiam fazer campanha para financiar suas futuras campanhas, que poderão ser iniciadas se houver confirmação da candidatura entre final de julho e início de agosto, para ser usado a partir de 15 de agosto.

Como toda grande novidade, a própria Justiça Eleitoral teve dificuldades para cadastrar as empresas/sites que poderão prestar tal serviço. Os pré-candidatos tiveram dificuldades para optar entre as distintas opções, vendo quais possuem melhor capacidade de captação, formas de facilitar para os pretensos doadores, bem como a taxa que será cobrada – pois, digamos que de cada R$ 100,00 doados, um percentual será descontado, e remunerará os sites pela intermediação.

E tem mais um dificultador: as pessoas não estão acostumadas a participar e doar valores para candidatos. Com a saída das doações corporativas, e pelo fato de nem todos os candidatos poderem contar com repasses dos fundos públicos, fica em aberto o financiamento eleitoral, através de autodoações (candidato doa para sua campanha), ou de cidadãos que queiram colaborar. Nas eleições gerais, pelo visto, não foi um grande sucesso. Aguardemos para as próximas eleições municipais.